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MODA PARA USAR

O verão 2016 promete ser democrático. As passarelas nacionais e internacionais apresentaram tendências fáceis de usar. Em muitas apresentações, a modelo poderia ser qualquer uma de nós saindo para o trabalho, indo para um happy hour ou indo passar o final de semana na praia. Peças versáteis que saem das passarelas direto para o guarda-roupa, com muita alfaiataria, jeans e beachwear.
Entre os desfiles glamourosos, o de Samuel Cirnansck, que comemorou 15 anos embalado pelos anos 1920. Mais uma vez, parceria da marca gaúcha de calçados Jorge Bischoff, que trouxeram um ar moderno para a produção, com saltos altíssimos e muita pedraria.
O retorno da estilista Lenny Niemeyer à semana de moda de São Paulo foi bem colorido, cheio de bossa e com uma orquestra ao vivo, emocionante. O lifestyle carioca foi traduzido em peças contemporâneas que saem da praia e circulam pela cidade.
Show à parte foi o desfile de Lino Villaventura, no Museu Afro Brasil, que teve muita teatralidade, lentes de contato brancas nas modelos e vestidos esvoaçantes usados em coleções passadas, como forma de celebrar os 20 anos do SPFW.
Ainda sobre desfiles ousados, Fause Haten inova mais uma vez e chama poucos jornalistas para uma performance em seu atelier, o Espaço FH, em Pinheiros. A coluna esteve lá. Não foi um desfile, não foi um editorial de moda. Foi um momento onde a celebridade era a cliente, Flavia Shayoun, que interagiu com o estilista e sua equipe ao trocar looks ao vivo, de forma chique e elegante. “Um momento para respirar e observar o ato de se vestir˜, disse Fause.
A década de 1970 também esteve forte no SPFW, com muitas flores (aplicadas em 3D) e franjas. Entre as cores, os tons claros predominaram: off white, branco, rosa claro. Mas também contrastaram o vermelho e o preto. Nos acessórios, os maxicolares e pulseiras seguem dominando a preferência dos estilistas. E das consumidoras.
A marca Herchcovitch;Alexandre, apresentou, durante a São Paulo Fashion Week, seu verão 2015/2016. O designer se inspirou no orientalismo e faz um mix de referências com elementos do mar, com peças que trazem volumes e texturas inusitadas. Na cartela de cores, as várias nuances de azul dominam. O estilista opta também pelos tons de vermelho e preto.
A coleção da Água de Coco por Liana Thomaz, inspirada no livro “Mãos que fazem história”, das jornalistas Cristina Pioner e Germana Cabral, trouxe a riqueza e detalhes do trabalho das artesãs de diversas comunidades do Ceará, que por meio das mãos transformam materiais singelos em peças preciosas, de beleza única. São verdadeiras obras de arte que levam meses para serem finalizadas e se misturam às histórias de vida das mulheres rendeiras das serras, litoral e sertão do Ceará, igualmente fascinantes. Uma arte que é passada de geração em geração e que, com a vida moderna, corre o risco de se perder no tempo.

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